
Queria entender-me,
Compreender o que meu coração anseia
Como posso viver como duas?
Estar apaixonada e ao mesmo tempo magoada?
Como posso em momentos distantes
Me ter assim inconstante?
Se és um encanto
Meu canto
Eu canto aos quatros cantos
Eu canto aos quatros cantos
Que és meu manto
Que és meu lamento de amor.
E, num repente,
Me vejo assim
Magoada, amargurada
Por pensamentos de instantes
Que embora eu tente
Me lamente,
Me ausente,
Não me deixa essa agonia
Essa pergunta - Por quê?
Se ao tocar-te sou toda tua
Muito mais que a própria lua
Pertence ao universo
Se não posso te deixar
Viverei a lamentar
Essa covardia
De pertencer a ti incondicionalmente
E não conseguir esquecer
Esse teu instante
de ódio, de vingança
e devemos continuar a viver
na incerteza de um dia
tudo voltar a acontecer
novamente...
Auxiliadora RS
17/08/2011 14:04