sábado, 17 de outubro de 2015


Não faço mais versos
Nem poesias e rimas
Não tenho a ingenuidade das virgens
Nem a visão da sábia
Não sou atirada, nem descolada
Chego a ser até careta
Não sou jovem nem velha
Mas anciã as vezes
Uma coisa eu sei que sou
Sou jogada ao vento
Como as ciganas a dançar
Ao redor das fogueiras
No calor d'alguma noite
Ouvindo a rasga mortalha piar
E ao som do pandeiro, flutuar
Ser simples, como um sonho...

Auxiliadora RS
17/10/2015 - 13:23

sábado, 3 de outubro de 2015

A cor morta que vejo
Não é preto nem roxo
Também não reflete vermelho
A cor morta que vejo
Tem nuances de azul
Ou será amarelo?
Não sei...
Abro os olhos e agora
Me pareceu mesmo verde
Ou uma mistura de limão
A cor morta que vejo
É engraçada, divertida
Porque está apenas em mim
Nos olhos parados
Na imensidão do tempo
Em que eles ficam inertes


Auxiliadora RS
02/10/2015 - 13:45