terça-feira, 9 de junho de 2015


Não me acordes, infinito amor
Pois estou morta em deleite
Onde jaz meu corpo nu
Inerte, em brasa neste leito

E tanto que te busco em desespero

Desfaço em gozo meus anseios
De ser mais tua a qualquer custo

E nesse momento sou poesia

de palavras soltas, jogadas, sem rimas
e se mais coberta, mais despida
e se mais desnuda, sou vencida

Auxilidora RS

08/06/2015 - 08:06



Um comentário:

Marcos Alderico disse...

Amar você é arte
Não é para o entender de qualquer um.
É tão especial que está em toda parte
E, ainda assim, não cabe em lugar algum.
É o maior dos paradoxos, um mistério indecifrável!
Sinto pena dos filósofos, dado ao modo metaestável
Que torna este amor inexplicável no meu Lex Legum.
É reserva especial de uvas colhidas por Baco,
Vinho proibido a qualquer enófilo fraco,
Um Chateau Margaux, velado no silêncio de Crônus,
Embalado no colo de Hera, mas que Afrodite me prometeu.
É assim que defino o nosso amor, e acredite: ele não envelheceu.

Marcos Alderico
12/06/2015
21:50h