
A esperança me tinge de negro
Me sonda o interior ferido
Já não sinto o toque do tempo
É ele quem me sangra por dentro
Sou sombra tentando existir
Sou dor ao extremo sentir
Sem chance no simples viver
A flor murcha de cima a cair
Não tem gosto o doce algodão
Do doce? Não há lembranças, não!
Do poema que não me contenta
Das rimas que não se entrosam
E morrem ao serem lidas...
Auxiliadora RS
20/06/2016