
Papel sobre a mesa,
Vazio...
Não escrevo...
Agora sei o que sentem os
poetas sãs
Desespero, falta a loucura,
inspirações
É como a sede que a água
não sacia
É como a fome que rasga as
entranhas
É como morrer, não se
salva
Não ter sentido, não ter
alma
Não ser...
Descaso...
O que falta cruel poesia
adormecida?
Quero falar de amor, sem
cansar a leitura
Resgatar a frágil formosura
Das flores, das cores, dos
pensamentos
De tantos amores, talvés amantes,
infinitos momentos,
Talvés...
Preciso...
Auxiliadora RS
12/12/2012 12:12